“Com a Palavra, o Especialista”, Doutor Tomyo Arazawa!

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Junho é o mês de conscientização da infertilidade. Já escrevi sobre isso no primeiro post do mês, mas é um assunto que sempre gera muitas dúvidas. Por isso a primeira parte da coluna “Com a Palavra, o Especialista” com o doutor Tomyo Arazawa é dedicada ao tema.

A primeira questão é sobre a estimulação da ovulação. Para quem deseja engravidar naturalmente quando é necessário induzi-la? Já a outra aborda um tema que, apesar de muito falado, ainda não é acessível a muitas mulheres: a preservação da fertilidade.

Há dúvidas de como uma endomulher pode resguardar seu desejo reprodutivo. O doutor Tomyo explica as técnicas disponíveis que ajudam a mulher manter sua fertilidade. Beijo carinhoso! Caroline Salazar

– Quando é recomendado estimular a ovulação para quem deseja engravidar naturalmente? Mayara das Graças – Britânia, Goiás

Doutor Tomyo Arazawa: Oi Mayara! A estimulação de ovulação é recomendada somente quando há uma dificuldade de ovulação por parte da paciente, e todos os outros fatores de fertilidade estão normais, incluindo as tubas uterinas. Se a ovulação estiver normal, é importante considerar que o risco de gestação múltipla (gêmeos e trigêmeos) é maior com a indução de ovulação, portanto recomendo fazer sempre com acompanhamento médico!

– Como uma endomulher pode preservar sua fertilidade? Claudia Santos – São Paulo, SP

Doutor Tomyo Arazawa: Oi Cláudia! A preservação da fertilidade em mulheres com endometriose pode ser feita com congelamento de óvulos, embriões, ou mesmo congelamento de tecido ovariano. Essas técnicas são especialmente interessantes para mulheres que já têm baixa reserva de óvulos, ou que planejam engravidar em idade mais avançada. Mas procure uma avaliação de um especialista para avaliar o quanto que a endometriose está afetando seu potencial de fertilidade ou reserva de óvulos!

Sobre o doutor Tomyo Arazawa:

Médico formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), doutor Tomyo Arazawa fez sua Residência Médica e especialização em Ginecologia e Obstetrícia no Hospital das Clínicas da FMUSP. Foi o Preceptor de Ginecologia da FMUSP e se especializou em cirurgias minimamente invasivas (Endoscopia Ginecológica) também no Hospital das Clínicas da FMUSP, tais como cirurgias laparoscópicas, histeroscópicas e cirurgias robóticas.

Tem título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia e em Endoscopia Ginecológica, ambas pela FEBRASGO (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia). É membro da Sociedade Paulista de Ginecologia e Obstetrícia (SOGESP), da American Association of Gynecologic Laparoscopists (AAGL) e da International Pelvic Pain Society (IPPS).

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