A história da leitora Marília Fantinati, e sua gravidez com endometriose profunda!

2

 

Em cada testemunho contado aqui na seção “História das Leitoras” fica nítido que Deus tem um tempo para todas as coisas. Porém, o tempo é Dele, o qual devemos respeitar, foi o que fez Marília com sua gravidez com endometriose profunda.

gravidez com endometriose profunda

A paulistana Marília com 28 semanas de Benício

Quando o assunto é à espera pela gestação que, em alguns casos, pode demorar meses, noutros anos, sei que não é fácil conter a ansiedade. Principalmente quando há cobranças de pessoas próximas.

Porém, nunca podemos esquecer dos própositos de Deus, e o aprendizado que levamos na superação de cada obstáculo. Quando não é a hora, não adianta apressar as coisas que elas não acontecerão. O importante é manter a fé e a perseverança de que tudo dará certo 

E é justamente este tempo de Deus, que nós mortais não sabemos quando será, que permeia a história da paulistana, Marília Fantinatti. O mais importante é ser bem acompanhada por um especialista que entende da doen.a

Portadora de endometriose profunda, Marília descobriu a doença ao tentar realizar o sonho da maternidade. Após cirurgia bem-sucedida, ela tentou usar a tecnologia da medicina para adiantar seu sonho, mas após os negativos teve de esperar o tempo Dele e hoje carrega seu Benício no colo.

Mais um testemunho para se inspirar. Beijo carinhoso! Caroline Salazar

 

Em 2015, aos 28 anos, exatamente no ano-novo, resolvi deixar de tomar meu anticoncepcional que tomava desde meus 18 anos.

Conversei com meu marido e decidimos que pararia com o remédio e que nos preveniríamos até minha próxima consulta com a ginecologista.

Estávamos casados há um ano e meio e decidimos tentar o nosso primeiro baby.

Em março, fui à consulta de rotina na minha ginecologista, que vou desde os meus 13 anos, quando menstruei pela primeira vez.

Ela pediu os exames de rotina e ficou feliz com a minha decisão. Me orientou a fazer os exames de sempre e começar a tentar. Fiz os exames e olhei (não façam isso, meninas, pois colocamos coisas em nossas cabeças sem querer).

Vi que meu ovário esquerdo estava com um volume bem maior que nos anos anteriores. E maior que o direito também.

Voltei na ginecologista e ela disse que não era nada e estava tudo ótimo. E que se eu não ficasse grávida em seis meses, era só eu voltar e ela me daria um remédio para engravidar.

Depois de um mês comecei a ter infecção urinaria e fui parar duas vezes no hospital. Resolvi ir a um clínico geral amigo da família para ele pesquisar o porquê dessas infecções.

Ele solicitou exames, inclusive ginecológicos e também achou estranho o tamanho do ovário esquerdo. Pediu para eu ir a minha ginecologista, e eu disse a ele que tinha acabado de voltar de lá. Ele, então, pediu para eu trocar de médico.

Conversei com várias amigas e uma delas me indicou a ginecologista dela. Consegui marcar somente para agosto de 2015. Nisso fiquei pesquisando sobre vários assuntos e li, pela primeira vez, a palavra “endometriose”.

Na primeira consulta já gostei da nova doutora. Ficou comigo uma hora em consulta, tirou todas as minhas dúvidas e fez um ultrassom no próprio consultório.

Quando ela colocou o aparelhinho, logo disse: “O que é isso? Seu ovário não está em um tamanho normal para o período do ciclo que você está. Já ouviu falar em cisto no ovário? Endometriose?” 

Nisso eu gelei, pois já sabia sobre a infertilidade e tudo mais que a doença pode causar.

Ela me pediu milhares de exames e ela era ótima. Eu ia passando os resultados para ela e ela ia me pedindo mais.  

Ela descobriu que além de endometriose profunda, eu tinha ovário policístico. Porém, depois de descobrir tudo isso essa médica me disse que não poderia continuar com o tratamento, pois não era especialista no assunto.

Foi ai que minha vida mudou. Já era final de 2015 e eu não aguentava mais fazer exames e achar um médico que tratasse essa doença. E tudo particular né?

Pior que meu convênio é bom, mas finge que essa doença não existe. Alguns exames tiveram de ser pagos particulares e fui reembolsada por um valor “ridículo”.

Em janeiro de 2016, já com 29 anos, eu conheci um anjo chamado doutora Graciela Morgado. Não fui por indicação, a conheci pelo site Doctoralia.

Pensa em uma médica humana, competente, paciente e tudo o que vocês possam imaginar de bom. Amei a consulta. Como eu já tinha todos os exames, ela só me confirmou o que já sabíamos.

Ela me deu algumas alternativas entre pílula, fertilização in vitro ou cirurgia. Pensei: “o que meu convenio cobre”? Porque eu já não aguentava mais pagar nada (risos). Então, parti para cirurgia.

No dia 25 de março de 2016, uma sexta-feira Santa, e lá estava eu fazendo minha cirurgia. Correu tudo maravilhosamente bem. A doutora Graciela foi a melhor no pós-operatório.

Ela e sua equipe foram maravilhosas comigo. Me deram toda a assistência. Não senti dor nenhuma após a cirurgia e, depois de 15 dias, já tinha voltado às minhas atividades normais.

Achei que ia engravidar depois de um mês. Mas não rolou (risos). Então, em agosto retornei à doutora para ver se estava tudo bem ou se a doença ainda persistia.

Como estava tudo limpinho, ela sugeriu uma inseminação artificial. Fizemos, respondi bem aos medicamentos e estava prontinha para engravidar, porém não rolou de novo (risos).

Depois desse dia resolvi desencanar, e pensar nisso só no próximo ano. Em janeiro de 2017 resolvi voltar a procurar ajuda e conehci uma clínica que faz fertilização in vitro com um valor mais acessível.

Eu e meu marido assistimos a uma palestra e resolvemos que teríamos nosso filho nesse ano, independente de como seria.

Comecei a procurar sobre fertilização in vitro e encontrei uma blogueira que tinha feito todo o processo pelo convênio. Fiquei alucinada pelo assunto e comecei a pesquisar muito.

Fiz reunião com um advogado amigo da minha família e ele disse que poderíamos conseguir uma liminar de 30 a 90 dias. E que assim que tivéssemos a liminar, já começaria o tratamento todinho pelo convenio.

Bom não preciso dizer que fiquei enlouquecida. O único documento que eu precisava era um laudo da doutora Graciela, que fez minha cirurgia, relatando tudo sobre a minha endometriose.

Falei com ela, que pediu para eu marcar uma consulta para ver como estava a doença. Consegui marcar para o dia 25 de março, um sábado e exatos um ano após minha cirurgia.

Porém, no dia 12 minha menstruação estava atrasada há seis dias. Eu sentia muito sono e estava enjoada. Mas como tinha viajado no Carnaval e mudado toda minha rotina, pensei que esses sintomas era desta mudança.

Meu marido começou a encher meu saco para eu fazer o exame de gravidez. Fiz e lá estava meu positivo que tanto sonhei. Lembro-me desse dia como se fosse hoje. E ainda tem horas que não acredito.

Pois bem, nesta consulta do dia 25, um ano após minha cirurgia de endometriose, estava eu, meu marido e a doutora Graciela novamente juntos, mas desta vez, escutando o coraçãozinho do bebê mais lindo deste mundo.

Benício veio ao mundo por parto normal no dia 11 de novembro de 2017 com 39 semanas e 4 dias, no dia que ele escolheu e como sempre sonhei. Tão pequenininho nos seus 47 cm e 2.920 quilos, transbordando amor. Sem dúvida este foi o dia mais feliz da minha vida.

O parto foi como eu esperava e com meu marido o tempo todo ao meu lado. Isso fez toda diferença para que as dores fossem menores. Meu pedacinho de amor estava com o cordão umbilical enrolado no pescoço.

Tivemos de fazer o fórcepes e posso dizer: foi a experiência mais maravilhosa ver meu bebê sair são e salvo. Graças a Deus meu parto foi um sucesso. 

Peço a todas às mulheres, especialmente, às tentantes que estiverem lendo meu depoimento que não desistam. A hora chega para todas nós. Eu nunca perdi a fé. Beijo carinhoso! Marília

2 Comentários

  1. Olá! Que ótimo ver depoimentos como esse!!! Tenho ovários policísticos e um cisto no ovário esquerdo que pode ser endometrioma. Estou bem desesperada com a minha situação, com muito medo de não ser mãe… Tenho apenas 20 anos e meu plano é engravidar com 25, mas como não sei a forma com que meu corpo reagirá futuramente, congelarei meus óvulos agora em 2018. E também Estou tomando Allurene na esperança de que ele resolva minha situação… Mas ver que deu certo para você, me deu um alívio muito grande, pois me mostrou que nada é impossível para DEUS! Obrigada por compartilhar sua história. Que Deus abençoe sua vida e a de sua família!!!

    • Caroline Salazar Em

      Júlia, querida, a endometriose não impede a mulher de ser mãe. O importante, além da fé, é a endomulher ser acompanhada por quem realmente entende da doença. Boa sorte. Beijo carinhoso! Caroline Salazar