Campanha Vamos falar sobre a EndoInfertilidade?

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Por Caroline Salazar
Edição: Nathália Veras

Junho é o Mês Mundial de Conscientização sobre a infertilidade e, pelo segundo ano consecutivo, o blog A Endometriose e Eu encabeça a campanha “Vamos falar sobre a EndoInfertilidade?”.

O objetivo da campanha é alertar às endomulheres sobre a importância do diagnóstico precoce e o tratamento efetivo da endometriose para a fertilidade feminina.

Neste ano, além de falar sobre a infertilidade feminina, a campanha “Vamos falar sobre a EndoInfertilidade” também chama atenção para a infertilidade masculina, pois tanto o homem quanto a mulher têm a mesma taxa: 40%. Outros 20% são de causas indefinidas.

Quando o casal tenta gestar, é importante não procurar culpados. Investigar as causas da dificuldade da reprodução sim, mas culpar um ao outro jamais.

Penso que, independentemente de quem tenha ou não algum problema de doença, a infertilidade deve ser encarada como sendo do casal.

Afinal, os dois precisarão conversar, tomar decisões e atravessar esse momento juntos. Certamente é mais um momento que o casal precisa estar unido em prol da família que irão formar.

No homem a causa mais comum é a baixa contagem ou baixa qualidade dos espermatozoides ou ambos. Algumas doenças, como a varicocele, por exemplo, também podem dificultar uma gravidez natural.

Apesar de a endometriose ser a doença feminina que mais pode levar à mulher a ter dificuldade de gestar, é importante frisar que a endometriose não é uma sentença de infertilidade.

Mas também é importante lembrar que se não tratada corretamente, a endometriose pode reduzir até 10 vezes a fertilidade feminina, segundo a Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA).

Mesmo tendo endometriose, o agravante que pode dificultar uma gestação espontânea por parte da mulher é a idade, uma vez que a mulher já nasce com toda sua reserva ovariana.

A reserva ovariana é onde está a carga genética da mulher e é formada ainda no útero materno. Até a metade da gestação, a menina tem cerca de 6 a 7 milhões de óvulos.

Porém, ao nascer já há uma queda busca na quantidade de óvulos, que passa a ter cerca de 1 a 2 milhões.

Quando chega à menarca, por volta dos 13 anos, essa reserva ovariana passa a ter cerca de 400 a 500 mil óvulos que continua sua queda descendente mês a mês.

Por conta desta queda brusca, segundo a OMS, o tempo máximo que a mulher deve esperar para que a gestação espontânea ocorra é de 1 ano até 35 anos e 6 meses após essa idade.

Para aquelas que pretendem postergar a gravidez, é importante saber como poderão preservar sua fertilidade para eventuais gestações futuras.

Uma dica importante: antes de iniciar as tentativas, é aconselhado realizar a consulta pré-concepcionais para verificar a saúde reprodutiva do casal e receber as orientações necessárias, como por exemplo, quanto tempo tentar naturalmente, entre outras informações importantes.

Apesar de ainda não ser um hábito entre os casais no Brasil, a consulta pré-concepcional avalia a saúde do homem e da mulher – por meio de anamnese e exames -, a fim de evitar tentativas frustradas de concepção.

Eu fiz e digo que vale muito a pena. Nesta consulta, além de descobrir baixa reserva ovariana, descobri que estava com endometrite, uma inflamação causada por bactéria no endométrio – e não tem nada a ver com a endometriose -, mas que impede a implantação do embrião no endométrio.

Ou seja, eu não iria engravidar enquanto não tratasse esse problema. Tenho certeza que a investigação minuciosa e cuidadosa do doutor Hélio Sato foi fundamental para o sucesso da minha gravidez. 

Segundo a Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA), 1 em cada 6 casais é infértil. São mais de 8 milhões de pessoas no Brasil.

Por isso quando o casal pensar em engravidar, é fundamental a participação de ambos no planejamento de toda a gravidez que começa muito antes da concepção.

Além da campanha, teremos slides ao longo do mês de junho sobre mitos e verdades sobre a infertilidade e, claro, também sobre a endometriose.

Precisamos continuar a falar e a desmistificar a infertilidade e, especialmente, a ‘EndoInfertilidade’.

Compartilhe nossa campanha com as pessoas que você conhece e vamos juntos salvar o sonho de milhares de casais. Beijo carinhoso!

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