“Com a palavra, o Especialista”, Doutor Tomyo Arazawa!

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Em “Com a Palavra, o Especialista”, o doutor Tomyo Arazawa tira dúvida sobre endometrioma, cistos hemorrágicos e comuns. Você sabe a diferença entre eles? Apesar de o blog já ter publicado em 2015 – ainda no blogpot – o texto “O verdadeiro significado do endometrioma de ovário” há ainda muitas dúvidas sobre o endometrioma.

A outra dúvida, na verdade, é um pedido de ajuda e é uma situação vivenciada por muitas endomulheres. A leitora diz que sente muita dor na relação sexual, que seu casamento está indo por água abaixo e, mesmo assim, o médico que a trata não dá bola para esta queixa.

É importante lembrar que qualquer dor é sinal que algo não vai bem. E a dispareunia, dor durante e após o sexo, é um sintoma frequente em muitas portadoras. Por isso, esta dor nunca pode ser desprezada.

Se está insegura com alguma conduta, procure uma segunda, terceira ou quantas opiniões quiser até se sentir segura e confiante. Compartilhe mais um texto exclusivo A Endometriose e Eu e ajude-nos a levar uma nova conscientização da endometriose. Beijo carinhoso! Caroline Salazar

Atenção: Esta coluna existe para tirar sua dúvida e para que você vá mais informada na sua próxima consulta. Porém, ela não substitui sua consulta médica, e, em hipótese nenhuma, tratamos de casos específicos nesta seção.

– Como diferenciar um endometrioma de um cisto comum? Rosana Abreu, Osasco – São Paulo

Doutor Tomyo Arazawa: Oi Rosana! O endometrioma é um cisto bem específico e diferente de um cisto comum (cisto simples). Isso porque o conteúdo do endometrioma é muito mais espesso e denso, por conter muito ferro na sua composição. Por isso o aspecto no ultrassom e na ressonância magnética é bem típico, e difícil de ser confundido com um cisto simples, que costuma ter um conteúdo bem fluido e com pouco ferro. Um tipo de cisto que pode ser confundido com endometrioma é o cisto hemorrágico, especialmente na ressonância magnética. Isso porque o conteúdo do cisto hemorrágico também contém bastante ferro (coágulo), e na ressonância nem sempre é possível fazer essa diferenciação. Mas os cistos comuns (cisto simples e hemorrágico) costumam se desfazer após um ou dois meses. Ao passo que o endometrioma irá persistir ou crescer nesse período.

– Tenho muita dor na relação sexual, mas meu médico não dá muita bola para isso. Meu casamento já está quase acabando, qual profissional devo procurar? Maria Rita Araújo – Brasília, DF

Doutor Tomyo Arazawa: Olá, Maria Rita! Minha sugestão é que você procure algum médico ginecologista que te dê ouvidos, que preste atenção nas suas queixas e preferencialmente que seja especialista em endometriose e dor pélvica. Você e todas as mulheres que sofrem com endometriose têm autonomia para buscar uma segunda ou até terceira opinião, caso suas necessidades não sejam atendidas!

Somos todos co-responsáveis na nossa saúde e em nossas vidas. Isso significa que nossas escolhas são nossa responsabilidade. Mesmo se escolhemos continuar na mesma, com o mesmo médico, fizemos uma escolha.

Por exemplo: se eu escolho fazer uma reforma em casa com um arquiteto ou engenheiro que faz um mau trabalho, eu também sou responsável, pois não selecionei os melhores profissionais para isso.

Você tem controle sobre sua vida. Você pode escolher o que você quer fazer, e com quem você quer ser tratada. Uma vez que você entende isso, fica claro que temos TOTAL controle sobre nossas vidas! Boa sorte!

Sobre o doutor Tomyo Arazawa:

Médico formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), doutor Tomyo Arazawa fez sua Residência Médica e especialização em Ginecologia e Obstetrícia no Hospital das Clínicas da FMUSP. Foi o Preceptor de Ginecologia da FMUSP e se especializou em cirurgias minimamente invasivas (Endoscopia Ginecológica) também no Hospital das Clínicas da FMUSP, tais como cirurgias laparoscópicas, histeroscópicas e cirurgias robóticas.

Tem título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia e em Endoscopia Ginecológica, ambas pela FEBRASGO (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia). É membro da Sociedade Paulista de Ginecologia e Obstetrícia (SOGESP), da American Association of Gynecologic Laparoscopists (AAGL) e da International Pelvic Pain Society (IPPS).

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